
Um tribunal federal dos EUA sentenciou um homem da Califórnia a 78 meses de prisão por seu papel em uma conspiração nacional de engenharia social que roubou mais de US$ 250 milhões em criptoativos em todo o país.
Marlon Ferro, um homem de 20 anos também conhecido como "GothFerrari", recebeu a sentença na quarta-feira e foi condenado a cumprir três anos de liberdade supervisionada e a pagar US$ 2,5 milhões em restituição, de acordo com um comunicado do Departamento de Justiça.
A procuradora dos EUA, Jeanine Ferris Pirro, disse que Ferro serviu como o "instrumento de último recurso da empresa criminosa".
"Quando seus co-conspiradores não conseguiam enganar as vítimas para que entregassem o acesso às suas criptomoedas ou invadir suas contas digitais, eles recorriam a Ferro para invadir residências e roubar carteiras de hardware diretamente", disse Pirro.
A procuradora observou que o esquema misturava fraude online com roubo à moda antiga e drenou das vítimas mais de US$ 250 milhões em criptoativos entre o final de 2023 e o início de 2025.
Uma investigação federal de vários anos descobriu que os membros da empresa de engenharia social realizaram uma série de atividades, incluindo hacking de bancos de dados, identificação de alvos, chamadas telefônicas fraudulentas, lavagem de dinheiro e roubo residencial. O esquema geralmente visava vítimas com grandes posses de cripto.
Em fevereiro de 2024, Ferro viajou para o Texas e invadiu a casa de uma vítima para roubar uma carteira de hardware contendo cerca de 100 BTC, avaliada em mais de US$ 5 milhões na época. Ele também ajudou a lavar os lucros criminosos através de exchanges de criptomoedas, de acordo com o comunicado.
Além disso, em julho de 2024, Ferro invadiu outra residência no Novo México em busca de uma carteira de hardware. Ele foi capturado pela câmera de vigilância da casa da vítima e preso em maio de 2025. As autoridades o encontraram com duas armas de fogo e um documento de identificação falso.
Ferro se declarou culpado em outubro de 2025 perante a juíza Colleen Kollar-Kotelly de uma acusação de conspiração para participar de uma organização criminosa influenciada por extorsionários e corrupta.
"A sentença de hoje envia uma mensagem clara: fraude de criptomoedas não é um crime sem vítimas e sem consequências, realizado com segurança atrás de uma tela — é uma conduta criminosa grave que levará à prisão federal", disse a procuradora.
O crime relacionado a criptomoedas tem aumentado, com perdas por fraude atingindo um recorde de US$ 11,3 bilhões no ano passado, representando mais da metade dos US$ 20,9 bilhões em perdas totais por crimes na internet rastreados pelo FBI. No mês passado, autoridades anunciaram que uma força-tarefa global liderada pelo FBI prendeu 276 suspeitos e desmantelou nove centros de golpes ligados a esquemas de cripto.
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