
O Ministério da Fazenda do Brasil bloqueou o acesso a plataformas de mercados de previsão na quinta-feira, visando grandes plataformas como Polymarket e Kalshi que os traders usam para apostar em resultados.
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as plataformas violaram as regulamentações de apostas aprovadas pelo Congresso brasileiro, e que os mercados de previsão não eram legais ou regulamentados no país. Ele acrescentou que o bloqueio delas protegeria as economias dos cidadãos em meio aos esforços do governo para reduzir os níveis de dívida.
“Temos defendido uma fiscalização mais rigorosa e uma regulamentação muito rigorosa, que continuará a avançar, para que possamos conter as externalidades negativas e os danos sociais que o jogo não regulamentado causa à população brasileira”, disse Durigan.
A Reuters noticiou que tanto a Polymarket quanto a Kalshi estavam inacessíveis no país a partir da tarde de sexta-feira.
O Banco Central do Brasil emitiu uma resolução proibindo contratos de derivativos baseados em eventos esportivos, jogos virtuais, resultados políticos e outros parâmetros não econômicos. O banco central citou riscos à proteção dos investidores e à integridade do mercado.
A Chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que a medida visa "proteger a renda, prevenir perdas financeiras e reduzir a exposição das famílias a práticas inseguras".
A repressão brasileira reflete a crescente pressão global sobre os mercados de previsão. Portugal restringiu o acesso à Polymarket em janeiro, enquanto vários estados dos EUA tomaram medidas. Mais recentemente, Wisconsin entrou com ações judiciais contra Kalshi, Robinhood, Coinbase, Polymarket e Crypto.com na sexta-feira, alegando que seus contratos de eventos esportivos violam a proibição de jogos de azar comerciais do estado.