
A abertura da sessão de negociações dos EUA trouxe uma surpresa inesperada para o mercado: em pouco mais de 24 horas, os preços do petróleo saltaram um total de 12% em relação às mínimas locais, de acordo com dados do TradingView. Em meio à disparada dos preços do petróleo, as criptomoedas carro-chefe Bitcoin e XRP estão mostrando uma resiliência anômala e até mesmo crescimento, ignorando a pressão inflacionária da energia cara sobre os ativos de risco.
O petróleo dos EUA, sob o ticker WTI, aproximou-se do nível de US$ 103 por barril, ganhando em média cerca de US$ 1 por hora desde as 6h (horário do leste). O mercado está tentando adivinhar o cenário correto antes das negociações no final desta semana sobre a situação no Oriente Médio.
A energia cara está alimentando diretamente as expectativas de inflação, levantando questões sobre os próximos passos do Federal Reserve, incluindo sua decisão sobre as taxas no final de abril. Ao mesmo tempo, o movimento de hoje também pode ter sido influenciado por novos dados do PIB — o crescimento econômico dos EUA desacelerou abaixo das expectativas para 0,5%, confirmando efetivamente que a maior economia do mundo está entrando em uma fase de estagflação.
Pode-se presumir que os investidores veem o mercado de ações estagnado devido ao PIB fraco e as moedas fiduciárias perdendo valor devido ao aumento dos preços da energia, e, neste ambiente, o capital está buscando alternativas. O Bitcoin subiu para US$ 71.800, um aumento de 1,5%. O XRP, como um ativo chave impulsionado pelo varejo, está mostrando um crescimento ainda mais agressivo de 1,79%, atualmente sendo negociado em torno de US$ 1,34.
É possível que estejamos testemunhando o surgimento de uma nova tendência, onde as criptomoedas não são mais vistas como simples ativos de risco, mas em condições de queda do PIB e uma crise impulsionada pelo petróleo, elas estão se tornando um instrumento lógico de hedge, substituindo ações mais fracas e ativos tradicionais de refúgio seguro, como o ouro, nos portfólios.