
Michael Saylor publicou uma série de posts nos quais ele contrastou diretamente seu instrumento STRC (Stretch) com o mercado tradicional. Sua principal mensagem é que a Strategy criou um ativo que combina a estabilidade do dólar com os retornos de um império Bitcoin.
Em seu tweet mais recente, Saylor afirma que a volatilidade do STRC está na faixa do mercado monetário, e todo o resto não está. O gráfico mostra que a volatilidade histórica de 30 dias do STRC é de apenas 1,7%. Isso é dezenas de vezes menor do que a do próprio Bitcoin (38%), do ouro (36%) ou do índice S&P 500 (20%).
Em essência, Saylor está convencendo os investidores de que o STRC é tão seguro quanto os títulos de curto prazo (BIL, 1,0%), sendo significativamente mais lucrativo.
Com ~1,7% de volatilidade, um Sharpe de 4,49 e cerca de US$ 278 milhões em liquidez diária, o $STRC oferece estabilidade semelhante ao mercado monetário com retornos ajustados ao risco líderes de mercado. pic.twitter.com/PEI23ER8oa
— Michael Saylor (@saylor) April 14, 2026
O segundo post de Saylor é um ataque direto à eficiência dos fundos de hedge. O índice Sharpe (relação retorno-risco) do STRC atingiu 4,49. Para comparação, entre os concorrentes mais próximos no mercado de títulos (HYG, PFF), ele flutua na faixa de 0,19-0,27, enquanto o BIL é negativo em -0,23.
Saylor enfatiza que, com tal estabilidade, a liquidez diária totaliza cerca de US$ 278 milhões, tornando o instrumento acessível aos maiores players institucionais.
É precisamente essa matemática dos posts de Saylor que permitiu à Strategy realizar as seguintes operações nos últimos dois dias:
Graças à confiança nas métricas que Saylor destacou hoje, a empresa acumulou 19.441 BTC em 10 dias de negociação.
Saylor não está mais vendendo "apenas Bitcoin". Hoje, ele vendeu ao mercado uma tecnologia para acumulação. Enquanto o STRC mantiver 1,7% de volatilidade, os investidores continuarão a trazer capital, que Saylor converterá em mais de 10.000 BTC em dois dias.