
"Não perfeito, apenas melhor": foi assim que Michael Saylor descreveu a abordagem da Strategy em sua última publicação após o lançamento de seu relatório financeiro do primeiro trimestre de 2026. O chefe da empresa delineou o conceito de três produtos "perfeitos" do futuro, onde as ações STRC, vinculadas ao Bitcoin, atuam como uma espécie de porto seguro, apesar de a empresa ter reportado um prejuízo não realizado de US$ 14,46 bilhões em suas participações em cripto.
Um instrumento chave que Saylor enfatiza, e ao qual ele se refere como seu porto seguro, são as ações preferenciais Stretch sob o ticker STRC, oferecendo um rendimento de 11,5% ao ano. Este instrumento permite à empresa levantar liquidez para compras adicionais de Bitcoin sem a diluição imediata das ações ordinárias.
Not perfect. Just better. $STRC pic.twitter.com/mKGLiOfLvQ
— Michael Saylor (@saylor) April 7, 2026
Na nova publicação, Saylor destaca três tecnologias que mudarão o mundo — transporte, máquinas autônomas, robôs que trabalharão para humanos, e Bitcoin como um cofre digital, um ativo que preserva valor ao longo do tempo.
De acordo com o relatório publicado no Wall Street Journal, a Strategy encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo de US$ 14,46 bilhões. Isso ocorreu porque o preço de mercado do Bitcoin no final de março estava abaixo do preço médio de compra da empresa de US$ 75.644. No entanto, as ações MSTR subiram 6,6% imediatamente após o relatório.
O prejuízo contábil permite que a empresa reconheça um benefício fiscal de US$ 2,42 bilhões, melhorando efetivamente sua posição financeira de longo prazo. Somente entre 1 e 5 de abril, a empresa adquiriu mais 4.871 BTC, elevando o total de reservas para 766.970 BTC.
Em resumo, para Saylor, mesmo um prejuízo de quase US$ 15 bilhões permanece uma formalidade contábil temporária. Para os investidores, seu "porto seguro" representa um lugar para preservar capital da inflação enquanto o mundo transiciona para a robótica e a inteligência artificial.