
O vocal cético do Bitcoin e defensor do ouro, Peter Schiff, está soando o alarme sobre a estratégia contínua da MicroStrategy (MSTR) de emitir dívida e capital próprio para financiar suas massivas aquisições de criptomoedas.
Schiff adverte que a arriscada manobra financeira da empresa de software empresarial é, na verdade, insustentável.
Schiff enfatizou uma mudança na forma como a empresa de Saylor está financiando suas compras de Bitcoin.
A MicroStrategy conseguia anteriormente financiar confortavelmente sua onda de compras vendendo ações com um prêmio. No entanto, Schiff ressaltou que o ambiente macroeconômico está forçando a empresa a recorrer a capital mais caro.
"Agora, ela é forçada a emitir ações preferenciais com um rendimento de 11,5%", afirmou Schiff.
As operações de software da empresa não geram lucros suficientes para cobrir essas obrigações de alto rendimento, e Schiff argumenta que a empresa acabará por atingir um limite. "Como a MSTR não tem lucros, esta obrigação só pode ser satisfeita vendendo mais ações preferenciais, ações ordinárias com desconto ou Bitcoin", explicou ele, descrevendo um cenário que poderia levar a uma severa diluição dos acionistas ou a uma venda forçada de seu tesouro digital.
O bilionário canadense e financista de mineração Frank Giustra também se aliou a Schiff. Ele descreveu a acumulação de Bitcoin da empresa, impulsionada por dívidas, como um castelo de cartas esperando para desmoronar sob uma pressão macroeconômica mais ampla. "Um esquema Ponzi gigante que se desfará quando a próxima crise financeira chegar", afirmou Giustra, alertando que há uma no horizonte.
Enquanto isso, a BitMEX Research contestou a alegação de que a MicroStrategy está em uma posição desesperadora, observando: "Ninguém está forçando a MSTR a fazer isso. Na verdade, é um ótimo negócio para a MSTR." Em vez de vender Bitcoin ou descontar ações ordinárias, a empresa tem outras alavancas financeiras para acionar, como a redução da taxa de cupom.
Schiff foi acusado de deliberadamente induzir o público ao erro ao enquadrar uma estratégia de estrutura de capital como um "problema de financiamento".