
Brian Armstrong, CEO da Coinbase, indicou uma mudança de foco para a segurança pós-quântica ao anunciar que começará a dar total atenção ao problema. Suas declarações vêm depois que Philip Martin, Chief Security Officer da Coinbase, fez uma declaração detalhada descrevendo a complexidade e a urgência de preparar o Bitcoin e o ecossistema de criptomoedas em geral para possíveis ameaças quânticas.
Martin citou a mais recente pesquisa em computação quântica do Google e Caltech como um sinal significativo para o setor. Ele enfatizou que a preparação não pode ser adiada, embora não haja um consenso sobre quando sistemas quânticos capazes de quebrar a criptografia existente surgirão.
Vou começar a dedicar tempo a isso pessoalmente - parece que todos nós precisamos resolver isso mais cedo ou mais tarde. https://t.co/qLUE6TCPL5
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Martin afirma que, embora a criptografia pós-quântica já esteja disponível e ofereça soluções viáveis, sua adoção nas redes blockchain ainda é desigual. Nesse sentido, o Bitcoin, em particular, foi notado como estando defasado. Enquanto muitas outras cadeias começaram a elaborar planos de migração, o Bitcoin ainda não concordou com um curso de ação claro.
Martin ressaltou que a transição para sistemas resistentes a quantum envolve mais do que apenas melhorias técnicas. Ela cria problemas de coordenação entre carteiras, provedores de infraestrutura e usuários, principalmente quando alguns participantes não migram antes do surgimento de um computador quântico relevante para a criptografia. Além disso, ele enfatizou que a criptografia pós-quântica ainda está em sua fase inicial de aplicações no mundo real.
Uma implementação feita muito rapidamente pode resultar em novas vulnerabilidades, o que poderia comprometer a segurança em vez de fortalecê-la. Portanto, antes de qualquer mudança significativa, são necessárias auditoria completa e consenso de todo o ecossistema. Iniciativas internas, como projetos de pesquisa, melhorias de infraestrutura e a criação de um Conselho Consultivo Quântico, já foram iniciadas pela Coinbase.
Ao reunir desenvolvedores do Bitcoin Core e outras partes interessadas para definir padrões e estratégias de migração, a empresa também está se esforçando para atuar como coordenadora. A escolha de Armstrong de participar diretamente implica que a Coinbase vê isso como um risco estratégico, em oposição a uma questão teórica abstrata.