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Brasil bloqueia uso de criptomoedas em pagamentos transfronteiriços regulamentados
O banco central do Brasil proibiu ativos virtuais de serem liquidados dentro dos sistemas regulados de pagamento transfronteiriço eFX. A nova regra não proíbe transferências de criptomoedas, mas limita seu uso dentro dos canais de pagamento supervisionados. O Brasil está intensificando a supervisão, à medida que as stablecoins representam cerca de 90% dos fluxos de criptomoedas reportados.
2026-05-01 Fonte:crypto.news

O Banco Central do Brasil proibiu a liquidação de ativos virtuais dentro dos trilhos de pagamento internacionais regulamentados. 

Resumo
  • O Banco Central do Brasil proibiu a liquidação de ativos virtuais dentro dos trilhos de pagamento transfronteiriços eFX regulamentados.
  • A nova regra não proíbe transferências de cripto, mas limita o uso dentro dos canais de pagamento supervisionados.
  • O Brasil está apertando a fiscalização, uma vez que as stablecoins representam cerca de 90% dos fluxos de cripto reportados.

A regra se aplica aos serviços eFX, que cobrem certos pagamentos e transferências transfronteiriços. O Banco Central do Brasil publicou a Resolução BCB Nº 561 na quinta-feira. A medida atualiza as regras para os provedores de pagamento que operam sob o arcabouço cambial do país.

A nova regra estabelece que pagamentos ou recebimentos entre um provedor eFX e uma contraparte estrangeira devem usar operações de câmbio. Os provedores também podem usar a movimentação em uma conta de não-residente em real brasileiro.

A resolução proíbe o uso de ativos virtuais para esses pagamentos e recebimentos. Isso significa que criptoativos e stablecoins não podem liquidar transações dentro do canal eFX regulamentado.

A regra não é uma proibição total de criptoativos

A medida não proíbe as transferências de criptoativos em todo o Brasil. Ela apenas bloqueia a liquidação de criptoativos dentro da estrutura eFX supervisionada.

Regras de transição também se aplicam a empresas que ainda não estão listadas como provedores eFX aprovados. Essas empresas podem continuar operando se buscarem a aprovação do Banco Central até 31 de maio de 2027.

No entanto, elas devem seguir a mesma regra de liquidação. Seus pagamentos e recebimentos não podem usar ativos virtuais.

Atividade de stablecoin atrai revisão mais atenta

O Brasil aumentou a fiscalização dos fluxos de pagamento ligados a criptoativos à medida que o uso de stablecoins cresce. O Banco Central tem adicionado ativos virtuais ao seu regulamento financeiro e cambial.

Em novembro de 2025, os reguladores estabeleceram novas regras para os prestadores de serviços de ativos virtuais. Estas incluíam requisitos de autorização e regras para serviços de cripto atrelados ao mercado de câmbio.

O governador do BCB, Gabriel Galipolo, disse anteriormente que o uso de criptoativos havia aumentado no Brasil nos últimos anos. Ele afirmou que cerca de 90% dos fluxos estavam ligados a stablecoins, levantando preocupações sobre tributação, lavagem de dinheiro e lastro.

O Banco Central também revisou as stablecoins emitidas fora de sua supervisão. Em uma nota técnica ao Congresso, alertou que esses tokens poderiam enfrentar proibições ou condições rigorosas no Brasil.

A nota disse que stablecoins denominadas em real emitidas fora da supervisão do BCB podem afetar a igualdade regulatória e a soberania monetária. Também afirmou que stablecoins em moeda estrangeira podem levantar preocupações sobre fluxos de capital e fragmentação do sistema de pagamentos.