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Bitcoin e ouro sinalizam uma ruptura global com o dólar, afirma Fidelity
A Fidelity afirma que as alegações de "pedágio" do Bitcoin e a demanda por ouro demonstram pressão sobre os sistemas de liquidação baseados no dólar globalmente. A proposta de seguro do Irã adiciona incerteza, enquanto a mídia ligada ao Estado nega publicamente as alegações de cobrança ativa de "pedágio" em criptomoedas. Os congelamentos recentes de USDT intensificaram o debate sobre a liquidação de Bitcoin, enquanto a Fidelity afirma que o desempenho superior do BTC tem ficado aquém.
2026-05-29 Fonte:crypto.news

A Fidelity Digital Assets afirma que o Bitcoin e o ouro estão mostrando sinais de uma mudança em relação aos sistemas baseados no dólar.

Resumo
  • A Fidelity diz que as alegações de portagens em Bitcoin e a demanda por ouro mostram pressão sobre os sistemas de liquidação baseados em dólar globalmente.
  • A proposta de seguro do Irã adiciona incerteza, pois a mídia estatal nega publicamente as alegações ativas de cobrança de portagens em cripto.
  • Congelamentos recentes de USDT elevaram o debate sobre a liquidação em Bitcoin, enquanto a Fidelity afirma que o desempenho superior do BTC tem ficado aquém.

A empresa fez a declaração em seu relatório “Seis Tendências Chave que Moldam Ativos Digitais em 2026”.

A Fidelity disse haver "evidências crescentes" de que os países estão testando sistemas de pagamento fora do controle dos EUA. A empresa apontou para a demanda por ouro e para a atividade de portagens ligadas ao Bitcoin perto do Estreito de Ormuz.

O relatório afirmou que esses movimentos mostram o surgimento de "mecanismos de liquidação alternativos". A Fidelity também disse que a força do ouro se alinha com sua visão anterior, enquanto o Bitcoin ainda não seguiu com um desempenho mais forte.

Alegações de Portagens em Bitcoin Permanecem Contestadas

A parte do Bitcoin no relatório se concentra no Irã e no Estreito de Ormuz. A Fidelity se referiu a relatos de que o Irã aceitou Bitcoin para portagens e pagamentos relacionados à atividade na rota chave do petróleo.

No entanto, essas alegações permanecem contestadas. Conforme relatado anteriormente pelo crypto.news, a mídia estatal iraniana negou que Teerã já estivesse cobrando portagens do Estreito de Ormuz em Bitcoin ou stablecoins. Isso faz de "aceitar bitcoin para portagens" uma alegação contestada, e não um sistema de pagamento confirmado.

Enquanto isso, a Fars News informou em maio que o Ministério da Economia do Irã havia proposto um modelo baseado em seguro para navios que usam o Estreito de Ormuz. O plano focava em apólices de seguro marítimo e certificados de responsabilidade financeira.

O mesmo relatório disse que o modelo poderia gerar mais de US$ 10 bilhões para o Irã. Não confirmou claramente que os pagamentos em Bitcoin já estavam ativos sob o sistema proposto.

Demanda por Ouro Fortalece o Debate sobre Reservas

A Fidelity também ligou o debate sobre a mudança do dólar à compra de ouro por bancos centrais. A empresa disse que a demanda dos bancos centrais por ouro permaneceu forte, mesmo depois que o ouro recuou de sua alta de janeiro.

O relatório também citou dados mostrando que o ouro superou os dólares americanos e os títulos do Tesouro como uma parte importante das reservas globais. A Fidelity disse: "O desempenho do ouro e a demanda contínua dos bancos centrais estão amplamente alinhados com nossa tese inicial."

Congelamento de USDT Levanta Questões de Liquidação

O debate também inclui stablecoins. Autoridades dos EUA congelaram recentemente US$ 344 milhões em USDT ligados ao Irã, de acordo com reportagens anteriores do crypto.news. O congelamento mostrou como tokens lastreados em dólar ainda podem enfrentar a aplicação da lei dos EUA.

Essa questão apoia o contraste no relatório da Fidelity. Stablecoins podem se mover rapidamente, mas os emissores podem congelá-las. Bitcoin é mais difícil de bloquear, mas seu uso no comércio em nível estatal permanece mais difícil de verificar.

O relatório da Fidelity não diz que o dólar perdeu seu papel de reserva. Ele diz que Bitcoin, ouro e rotas de pagamento alternativas estão ganhando mais atenção à medida que os países testam sistemas fora dos trilhos financeiros liderados pelos EUA.